Combate à Osteoporose com Exercícios Físicos

Neste ano, para o Dia Mundial da Osteoporose (20 de outubro), a Fundação Internacional da Osteoporose (IOF – International Osteoporosis Foundation) divulgou um relatório que promove uma estratégia de três passos para ter ossos saudáveis e músculos fortes. Além de dieta adequada de cálcio e proteína, e consumo suficiente de vitamina D, “atividade física diária é absolutamente essencial para fortalecer os ossos e os músculos em todas as idades” afirma o relatório.

“Os benefícios da atividade física são comprovados em qualquer idade, mas para a população idosa o exercício físico resistido é particularmente benéfico para o combate à osteoporose”, afirma a Dra. Janise Lana Leite (CRM/SP 126.876), geriatra e diretora médica da Academia Estação do Exercício, especializada em musculação para idosos. Para comprovar as vantagens da atividade física na terceira idade, a geriatra indica dois estudos científicos elaborados por pesquisadores da USP e da UNIFESP.

No primeiro estudo (Mello MT et al., 2007), realizado por médicos e pesquisadores ligados à UNIFESP, um grupo de 61 homens com idade entre 60 e 75 anos foi dividido em dois times. Enquanto um time realizou atividade física sem pesos três vezes por semana, durante 24 semanas, o outro grupo fez exercícios resistidos com carga progressiva na mesma freqüência e período.

Ao final do estudo, ficou comprovado que o programa de treinamento de força durante 24 semanas mostrou-se favorável na melhora dos desempenhos funcionais e motores dos idosos, incluindo o equilíbrio, a coordenação motora e a agilidade dos movimentos.

“Devolver ao idoso o equilíbrio, coordenação e agilidade da idade adulta é uma questão fundamental para a prevenção de quedas”, explica a geriatra. De acordo com a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, no Brasil 30% dos idosos caem pelo menos uma vez por ano. Além disso, quanto maior a idade maior a chance de queda, sendo que 32% das ocorrências estão entre os 65 e os 74 anos, 35% entre os 75 e os 84 anos e 51% acima dos 85 anos.

Estas quedas ocorrem mais nas mulheres do que nos homens da mesma faixa etária. De todas as quedas, 5% resultam em fraturas e 5 a 10% em ferimentos importantes que necessitam de cuidados médicos, alerta a diretora da academia. “A queda na produção dos estrogênios que é característica do período da vida pós-menopausa acelera a redução da densidade mineral óssea e torna as mulheres ainda mais suscetíveis à osteoporose primária do tipo I” explica a Dra. Janise.

O segundo estudo (Jovine MS et al., 2006) apontado pela geriatra mostra especificamente os benefícios da atividade física resistida (musculação, por exemplo) para o combate à osteoporose e aos demais sintomas da menopausa. “O treinamento resistido (TR) quando praticado com regularidade, pode aumentar a força muscular com positivas repercussões na proteção contra as quedas, além do eficiente estímulo para o aumento da massa óssea, influenciando fatores de risco relacionados com osteoporose” afirma a pesquisa que foi conduzida por médicos da USP.

Os pesquisadores brasileiros resgataram e compararam dados de 26 estudos anteriores conduzidos na Alemanha, Austrália, Áustria, Canadá, China, Estados Unidos, França e Japão, com um total de 2.300 mulheres e idades entre os 40 e 92 anos. De modo geral, todos os estudos apontam benefícios do treinamento resistido para a melhoria da densidade mineral óssea do corpo.

Mas a Dra. Janise Leite alerta: “principalmente na terceira idade, os exercícios físicos devem ser feitos com supervisão de um profissional qualificado. Melhor ainda se forem acompanhados por profissionais que possuam especialização em atividade física para idosos. Desta forma os exercícios serão feitos com segurança cardiovascular, evitando lesões e garantindo um envelhecimento saudável”.

Fonte: Segs

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